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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

João Taveira, fotografia e arquitetura


João Taveira, Sede EDP, Cais do Sodré, Lisboa, 2015.

Esta semana, o nosso blogue apresenta o trabalho de João Taveira (n. 1996) em torno da interpretação do espaço arquitetónico e urbano. O João começou a fotografar com 16 anos com uma Minolta analógica, o que o levou sobretudo à fotografia de rua. Depois entrou no curso de Arquitetura e começou a interessar-se por fotografia de arquitetura e a entusiasmar-se pela possibilidade de ligar os dois mundos. 

Fotografia e arquitetura encontram-se assim intimamente relacionadas no seu modo de entender e construir o mundo. Viagens exploratórias regulares a obras emblemáticas da nova arquitetura portuguesa ditaram um modo de abordagem fotográfica que se foca não só nos edifícios em si, na sua monumentalidade e pormenores, mas também no ambiente e nas vivências que essa mesma arquitetura consegue criar e assim adquirir um sentido pleno. 

A fotografia que partilhamos aqui e as que acompanham a divulgação deste trabalho no Tumblr e no Instagram da Fotografia Jovem Portuguesa procuram documentar, entre muitas, o empenho do João Taveira em captar o caráter peculiar da arquitetura moderna e das suas vivências (ver o Flickr e o Instagram do autor), uma via que pretende seguir embora reconheça que este tema não vai muito de encontro ao trajeto que os jovens portugueses tendem a perseguir. No entanto, sabe que o caminho faz-se caminhando e a singularidade é a via!

F. J.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015


Carolina Amorim, Virando Pedra, 2014.

O nosso blogue vai chegando a todo o mundo que fala português, visando a troca de saberes e experiências artísticas na esfera da fotografia. O presente artigo é sobre um trabalho da jovem fotógrafa brasileira Carolina Amorim, que, sendo jornalista e pós-graduada em comunicação, trabalha há dez anos como fotógrafa. Atualmente é editora de arte e fotografia na Malagueta Comunicação, empresa especializada em alimentação e cultura. Em 2012 iniciou estudos sobre outras formas da linguagem visual, retornando à fotografia analógica e à revelação por processo artesanal. Desde então, agregou novas técnicas de criação de imagem com a intenção de explorar as potencialidades estéticas do trabalho artístico, como as intervenções manuais com pinturas e costuras sobre a fotografia. O trabalho aqui apresentado, Virando Pedra, faz parte do projeto Painted Images and Hand Sew / Imagens pintadas e costuradas manualmente, e surgiu, precisamente, numa altura em que a artista procurava uma nova linguagem artística para o seu trabalho. Foi, assim, uma das suas primeiras fotografias pintadas à mão com tintas de aguarela. Integra-se numa pesquisa mais extensa sobre a relação do corpo e do tempo na fotografia que conduzirá a artista a outros projetos pessoais sobre esses temas, como o projeto NUances, ainda em desenvolvimento. Numa imponente paisagem pétrea de começo do mundo surge-nos uma figura feminina que parece integrar a paisagem da natureza, mostrando-nos a diferença de escala do corpo humano face ao universo e assim podendo simbolizar toda a nossa existência comum. O trabalho de Carolina Amorim é rico na diversidade de recursos criativos utilizados em cada projeto e na presença de várias linguagens artísticas. Painted Images and Hand Sew é disso um feliz exemplo.

FJ



Carolina Amorim

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Fotografia Jovem Portuguesa

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